Monday, July 30, 2012
Saturday, July 28, 2012
Como a alga em que me enredo quando nado em meu mar primordial,
algo a cantar fundo em mim
com esta voz que teimo sempre em reconhecer,
substância concreta ao alcance de mãos que não a toca,
alamedas de árvores crestadas
esperando uma improvável primavera,
labirintos de barbantes invisíveis e um monstro lá dentro a esperar calado,
vulcões jamais extintos à espreita,
sombra minha que um dia há de me matar.
São Paulo, 15 de julho de 2012
algo a cantar fundo em mim
com esta voz que teimo sempre em reconhecer,
substância concreta ao alcance de mãos que não a toca,
alamedas de árvores crestadas
esperando uma improvável primavera,
labirintos de barbantes invisíveis e um monstro lá dentro a esperar calado,
vulcões jamais extintos à espreita,
sombra minha que um dia há de me matar.
São Paulo, 15 de julho de 2012
Tuesday, June 19, 2012
Como costurar pano esgarçado e dele fazer tecido novo.
Como ver no fundo do poço escuro os medos e quão rasos eram todos os temores.
Como exercitar com leveza o que estava paralisado,
Pássaro que chacoalha a umidade de suas asas e alça vôo,
rumo ao céu turvo atrás do qual sempre estará o céu, tão claro e limpo.
De lado eu deixo o que deve ficar de banda,
De frente encaro tua realidade súbita e indelével,
De todo modo amo tudo que em ti vejo
E meu coração salta como se salta do ônibus andando,
Movimento somado a movimento,
Corpos, palavras que se entrelaçam,
Fonte de onde bebo em grandes goles minha vida.
São Paulo, 18 de junho de 2012
A gente tem de sussurrar,
falar perto da pele,
a única instäncia que no final das contas há de ouvir.
Temos de medir a temperatura da água
com a insensibilidade de nossos cotovelos,
como alguém prestes a banhar a infância.
Precisamos estar atentos, dormência vigilante das corujas,
a todos os sinais no meio de cada noite.
De resto, que Deus nos abençoe.
São Paulo, 18.6.2012
Wednesday, June 06, 2012
Teu vapor move minha locomotiva.
Teu calor impele cada pensamento e cada sentimento meu,
e eu desbravo montanhas, atravesso mares encapelados, caminhos tresandados,
só para estar sempre perto de você.
Tu me ajuntas todo, em cada pequena instância deste grande tempo.
Teu hálito move meu mundo.
São Paulo, 5.6.2012
Teu calor impele cada pensamento e cada sentimento meu,
e eu desbravo montanhas, atravesso mares encapelados, caminhos tresandados,
só para estar sempre perto de você.
Tu me ajuntas todo, em cada pequena instância deste grande tempo.
Teu hálito move meu mundo.
São Paulo, 5.6.2012
Tuesday, June 05, 2012
Ainda bem
Ainda bem que não sou uma pessoa só,
para estar com as tantas pessoas que tu és.
Ainda bem que nisso somos abençoados,
a última mágica divina, o que nos conduz ao nosso abraço.
Ainda bem que não me preparei para nada:
apenas segui os signos da vida para nos recebermos,
e que Deus preze e guarde nossa quase infantil ousadia.
Ainda bem que tão por acaso você chegou em minha vida,
uma quieta sinfonia em meio ao alarido do concerto maior onde existimos.
Ainda bem que você existe, porque eu também.
Nenúfares pairam amarelos sobre os lagos,
rosas amarelas brotam em todos os jardins,
e nós aprendemos a escrever esta terna música do amanhã.
São Paulo, 16.5. 2012
Ainda bem que não sou uma pessoa só,
para estar com as tantas pessoas que tu és.
Ainda bem que nisso somos abençoados,
a última mágica divina, o que nos conduz ao nosso abraço.
Ainda bem que não me preparei para nada:
apenas segui os signos da vida para nos recebermos,
e que Deus preze e guarde nossa quase infantil ousadia.
Ainda bem que tão por acaso você chegou em minha vida,
uma quieta sinfonia em meio ao alarido do concerto maior onde existimos.
Ainda bem que você existe, porque eu também.
Nenúfares pairam amarelos sobre os lagos,
rosas amarelas brotam em todos os jardins,
e nós aprendemos a escrever esta terna música do amanhã.
São Paulo, 16.5. 2012
Sunday, June 03, 2012
Meu inesperado e benfazejo furacão:
você me ensinou a viver com estruturas semoventes,
sem nada de chão embaixo dos meus pés,
como se fosse mesmo vivendo de brisa,
a brisa mesma que você assopra vinda de seu alto mar.
Você me ensinou a enfunar as velas para Ítaca, enfim.
Você me ensinou o partir e o retornar
porque afinal meu coração tem uma morada.
3.6.2012
você me ensinou a viver com estruturas semoventes,
sem nada de chão embaixo dos meus pés,
como se fosse mesmo vivendo de brisa,
a brisa mesma que você assopra vinda de seu alto mar.
Você me ensinou a enfunar as velas para Ítaca, enfim.
Você me ensinou o partir e o retornar
porque afinal meu coração tem uma morada.
3.6.2012
Wednesday, May 30, 2012
As palavras fogem de mim:
caçarola, penico, mar, sombra, aeroporto,
desmazelo, princípio e fim,
nada combina com o que o meu coração quer desdizer.
Alfinete, predregulho, iluminura, tangência, exatidão,
tudo tão longe e nada se junta.
Estou aqui desnorteado, bússola traída, ímã invisível,
e os sentidos giram em todos os sentidos.
19.1.2012
desmazelo, princípio e fim,
nada combina com o que o meu coração quer desdizer.
Alfinete, predregulho, iluminura, tangência, exatidão,
tudo tão longe e nada se junta.
Estou aqui desnorteado, bússola traída, ímã invisível,
e os sentidos giram em todos os sentidos.
19.1.2012
A luz que você joga sobre mim
bate de banda no outono
tingindo tudo de dourado.
A luz que vem de você não conhece fronteiras nas nuvens
e sempre chega de qualquer maneira,
de alguns destes tantos modos seus de anunciar a vida.
A luz que você toda reflete traz calor tanto no verão,
e a promessa do ar mágico e morno dos invernos de nosso futuro ninho.
A luz que você foca, dispersa, concentra e tangencia, meu amor,
há de fazer brotar nossas sementes todas.
São Paulo, 20.5.2012
bate de banda no outono
tingindo tudo de dourado.
A luz que vem de você não conhece fronteiras nas nuvens
e sempre chega de qualquer maneira,
de alguns destes tantos modos seus de anunciar a vida.
A luz que você toda reflete traz calor tanto no verão,
e a promessa do ar mágico e morno dos invernos de nosso futuro ninho.
A luz que você foca, dispersa, concentra e tangencia, meu amor,
há de fazer brotar nossas sementes todas.
São Paulo, 20.5.2012
Ainda bem
Ainda bem que não sou uma pessoa só,
para estar com as tantas pessoas que tu és.
Ainda bem que nisso somos abençoados, a última mágica divina,
o que nos conduz ao nosso abraço.
Apenas segui os signos da vida para nos recebermos,
e que Deus preze e guarde nossa quase infantil ousadia.
Ainda bem que tão por acaso você chegou em minha vida,
uma quieta sinfonia em meio ao alarido
do concerto maior onde existimos.
Ainda bem que você existe, porque eu também.
Nenúfares pairam amarelos sobre os lagos,
rosas amarelas brotam em todos os jardins,
e nós aprendemos a escrever esta terna música do amanhã.
São Paulo, 16.5. 2012
Ainda bem que não sou uma pessoa só,
para estar com as tantas pessoas que tu és.
Ainda bem que nisso somos abençoados, a última mágica divina,
o que nos conduz ao nosso abraço.
Apenas segui os signos da vida para nos recebermos,
e que Deus preze e guarde nossa quase infantil ousadia.
Ainda bem que tão por acaso você chegou em minha vida,
uma quieta sinfonia em meio ao alarido
do concerto maior onde existimos.
Ainda bem que você existe, porque eu também.
Nenúfares pairam amarelos sobre os lagos,
rosas amarelas brotam em todos os jardins,
e nós aprendemos a escrever esta terna música do amanhã.
São Paulo, 16.5. 2012
Sunday, May 20, 2012
Nada que eu me lembre,
examinando as fatias de meu coração no tempo,
que passasse remotamente perto do que eu sinto por você.
Nada, nem ninguém, que houvesse me feito assim feliz,
a enxergar a vida como um eterno céu róseo de outono,
onde cores aquecem, onde a pálida luz nos ilumina sem fanfarras, festivais, sem exuberância
(e onde, não obstante, há este tanto desejo tão presente).
E é por adivinhar você assim, como as cores inesgotáveis de seus cabelos,
é por ouvir todas as duas desencontradas vozes que eu amo você assim sem medida:
não há centímetro, polegada, metro, acre, hectare que lhe meça,
e você está em cada arfar de meu respiro,
em cada passo de meus passos,
em todas as vidas da minha vida.
São Paulo, 19/5/2012
Tuesday, April 17, 2012
Friday, April 13, 2012
Os bichos os desenhos animados
O toque de sua pele me lembra dos bichos dos desenhos animados,
e eu nunca vou saber porque.
O beijo de sua boca me recorda alguma infância perdida tarde em uma praia distante,
e eu não sei de onde isso vem.
Você toda me remete apenas a você,
eu te amo e te espero para juntos fecharmos uma conta e abrir
sempre os balcões de onde nos debruçaremos a olhar a vida.
São Paulo, 7 abril de 2012
e eu nunca vou saber porque.
O beijo de sua boca me recorda alguma infância perdida tarde em uma praia distante,
e eu não sei de onde isso vem.
Você toda me remete apenas a você,
eu te amo e te espero para juntos fecharmos uma conta e abrir
sempre os balcões de onde nos debruçaremos a olhar a vida.
São Paulo, 7 abril de 2012
A doçura das desintrincadas tardes
A doçura destas desintrincadas tardes quentes
Quando a araponga bate ferro na modorra
E mosquitos zunem tontos, pasmos, inadequados no calor inesperado de abril,
E as roupas dormem sufocadas nos armários feito múmias,
Sao estas horas de versos disparatados nas quais você surge, um desengonço,
Caminhando trôpega com tuas pernas magras
Pisando impiedosa em meu coração.
Benvinda visão trêfega turva cristalina trovão rugindo em céu de brigadeiro.
Benvinda palpável imaterial realidade,
Benvinda aa minha vida cansada de tangencias.
SP, 10 de abril de 2012
Quando a araponga bate ferro na modorra
E mosquitos zunem tontos, pasmos, inadequados no calor inesperado de abril,
E as roupas dormem sufocadas nos armários feito múmias,
Sao estas horas de versos disparatados nas quais você surge, um desengonço,
Caminhando trôpega com tuas pernas magras
Pisando impiedosa em meu coração.
Benvinda visão trêfega turva cristalina trovão rugindo em céu de brigadeiro.
Benvinda palpável imaterial realidade,
Benvinda aa minha vida cansada de tangencias.
SP, 10 de abril de 2012
Para sempre
Sentir a tua pele alva
com o toque de meus dedos trêmulos,
misturar todos os sentidos,
te ouvir onde te vejo, te apalpar onde te cheiro,
te lamber onde te ouço.
São Paulo, 13 de abril de 2012
com o toque de meus dedos trêmulos,
misturar todos os sentidos,
te ouvir onde te vejo, te apalpar onde te cheiro,
te lamber onde te ouço.
São Paulo, 13 de abril de 2012
Monday, April 02, 2012
Tua voz
Tua voz inaugura meu dia já no começo da tarde,
tudo recomeça com esta luz que nuvem nenhuma mais bloqueia
e teu sorriso invade a sala onde logo tudo vai se chamar nosso,
a casa onde todos os teus cheiros vão pairar,
o espaço onde ensaiaremos dia a dia nossas danças,
o aprender eterno e amoroso dos gestos que se chamam vida.
São Paulo, 2 de abril de 2012
tudo recomeça com esta luz que nuvem nenhuma mais bloqueia
e teu sorriso invade a sala onde logo tudo vai se chamar nosso,
a casa onde todos os teus cheiros vão pairar,
o espaço onde ensaiaremos dia a dia nossas danças,
o aprender eterno e amoroso dos gestos que se chamam vida.
São Paulo, 2 de abril de 2012
Porque inauguras esse inusitado outono,
eu te amo.
Porque deitas suas folhas sobre minha relva,
sussurras em meus ouvidos sempre tão apaixonadamente,
te quero.
Porque o frio se aproxima, mas nós sabemos passar as estações,
porque elas se misturam como vinhas
que produzem os melhores dos melhores sonhos,
eu te desejo.
16.3.2012
eu te amo.
Porque deitas suas folhas sobre minha relva,
sussurras em meus ouvidos sempre tão apaixonadamente,
te quero.
Porque o frio se aproxima, mas nós sabemos passar as estações,
porque elas se misturam como vinhas
que produzem os melhores dos melhores sonhos,
eu te desejo.
16.3.2012
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